Tendências em capacitação profissional: pesquisas sobre mercado de trabalho

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Capacitar a equipe para as novas necessidades e demandas do mercado de trabalho é uma realidade que vem ganhando cada vez mais espaço nas organizações. Grandes empresas internacionais já reconheceram a importância desta prática para se manterem atuantes e competitivas em um cenário marcado por constantes transformações.

Prova disso é que a organização Business Roundtable (composta pelos presidentes executivos de 181 das maiores companhias norte-americanas) anunciou uma mudança radical dos propósitos de suas empresas.

A clássica política que privilegia a maximização dos lucros dos acionistas acima de tudo, começa a se desvanecer para dar lugar e destaque a uma outra classe de personagens: os empregados. 

O comunicado da Business Roundtable reflete a ascensão de uma nova agenda empresarial: os investimentos para desenvolver o talento dos colaboradores deixam de ser uma demanda secundária e pouco relevante para fazerem parte da estratégia dos negócios.

Necessidade de capacitação é realidade do mercado

Segundo a Global Employer Research, realizada pela Pearson em 2019, muitos empregadores já viram a necessidade de capacitar os colaboradores para funções atuais e novas.

Olhando para as mudanças que ocorrerão daqui a 10 anos, a pesquisa revelou que a necessidade de investimento em capacitação profissional dos colaboradores faz parte da realidade de uma grande parcela das organizações do mundo todo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, 42% dos empregadores responderam que vão precisar treinar os empregados em novas habilidades para suas funções atuais. No Brasil, 38% apontaram essa necessidade. Na China, o índice chegou a 58%. A média global foi de 44%.

Além disso, a pesquisa revelou que a intenção das organizações em realizar investimentos significativos em cursos de capacitação profissional para seus colaboradores, é para capacitar os profissionais a ocuparem novas funções dentro da própria empresa.

No Brasil, essa necessidade foi apontada por 41% dos empregadores; na China, por 54%; nos Estados Unidos por 34%. A média global foi de 41%.

Cursos de hard skills são prioridade

Os cursos de hard skills ainda são a demanda mais procurada quando falamos em capacitação profissional. Encontrar habilidades técnicas no momento da contratação, por exemplo, ainda é um grande desafio das corporações.

Ainda segundo a Global Employer Research, a falta de candidatos com as hard skills necessárias respondem por 44% da dificuldade de contratação em empresas do mundo todo. No Brasil, o índice é ainda maior, chegando a 50%.

Além disso, a falta de candidatos com qualificações e certificações também representam um desafio na contratação. Globalmente, 35% das empresas afirmaram encontrar essa dificuldade; no Brasil, 46% apontaram o problema.

A rápida mudança no mercado de trabalho – sobretudo devido à maior presença de soluções tecnológicas – também despertam nos candidatos a necessidade de busca por cursos de hard skills para prepará-los para as novas demandas.

Nos últimos dois anos, 66% dos profissionais entrevistados pela Pearson no Brasil, afirmaram encontrar a necessidade de educação adicional para realizar o seu trabalho em virtude de uma nova divisão global de qualificação.

Nesse sentido, o upskilling das hard skills, ou seja, expandir as capacidades e habilidades dos colaboradores da empresa, se mostra como uma grande tendência – e necessidade – das organizações para manterem sua força de trabalho relevante.

O upskilling diz respeito às iniciativas de aprimoramento voltadas, principalmente, aos colaboradores que necessitam de treinamento adicional para permanecerem relevantes em sua função ou progredirem na empresa/setor onde atuam.

Aprendizagem ao longo da vida

Hoje, o processo de aprendizagem não termina quando o aluno conclui um curso de graduação, MBA ou modalidades similares. Eles precisarão continuar aprendendo ao longo da vida porque é necessário: os planos de carreira e as necessidades da força de trabalho estão mudando.

Um dos principais desafios que a maioria das empresas enfrentará nos próximos dez anos é a necessidade contínua de aperfeiçoar e capacitar novamente sua força de trabalho. Por isso, o mundo está mudando para um modelo em que as pessoas participam da educação ao longo da vida.

A pesquisa Global Learner Survey, realizada pela Pearson em 2019, revelou que a maioria dos entrevistados de 11 países e regiões analisados acreditam nessa ideia.  No Brasil, a porcentagem de pessoas que afirmaram que a aprendizagem deve ocorrer ao longo da vida é de 60%.

Essa necessidade de aprendizagem constante é impulsionada, sobretudo, por dois motivos principais:

1. A introdução de novas tecnologias

Cerca de um terço daqueles que tiveram que adquirir habilidades adicionais nos dois anos anteriores foram impulsionados pela necessidade de acompanhar as novas tecnologias introduzidas no local de trabalho.

2. O apelo da auto-reinvenção

Entre 70% e 90% das pessoas gostam da ideia de se reinventar no trabalho. A cada poucos anos, adquirindo novas habilidades - e a participação é notavelmente maior em mercados emergentes, como China, África do Sul e América Latina em cerca de 90% e Índia, Brasil e Oriente Médio em mais de 80%. (Fonte: Opportunity for Higher Education in the Era of the Talent Economy.)

Empenho de colaboradores e empregadores

Colaboradores e empregadores têm uma participação compartilhada no aprendizado contínuo e ao longo da vida: os funcionários precisam atualizar suas habilidades para acompanhar a inovação em seus atuais empregos, a ser promovido ou a buscar oportunidades externas.

Os empregadores precisam aumentar as habilidades de sua força de trabalho para implantar novas tecnologias e aumentar produtividade. Ambos precisarão estar envolvidos em educação e aprendizado.

Os colaboradores e os empregadores estão atualmente conduzindo seu próprio aprimoramento e aperfeiçoamento. Os profissionais confiam principalmente em cursos de curta duração oferecidos por seu empregador, inscrição em programas de certificação profissional ou auto-aprendizagem por meio de material encontrado na internet. 

Cursos rápidos são tendência no mercado de trabalho

Nesse sentido, os cursos de curta duração são uma grande tendência em crescimento para a capacitação profissional e o desenvolvimento de hard skills. Por outro lado, cursos longos como os de graduação vão perdendo espaço para atualizações pontuais, de breve duração e majoritariamente on-line.

A Global Learner Survey, pesquisa realizada pela Pearson em 2019, fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “Se você tivesse que aprender algo novo para sua carreira rapidamente, qual método você provavelmente adotaria?”.

A grande maioria dos entrevistados respondeu que optaria por um programa de treinamento com curta duração. No Brasil, a pesquisa apontou que 53% escolheriam essa modalidade de ensino.

A pesquisa também revelou que os cursos rápidos de hard skills já fazem parte da realidade de aprendizado no universo corporativo. Entre os colaboradores que procuraram se capacitar, 45% dos entrevistados no Brasil afirmaram que fizeram isso por meio de cursos e treinamentos oferecidos pela empresa por meio de uma associação profissional.

Conclusão

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